Diário do Alentejo "Hóquei de Grândola na 2.ª Divisão Nacional"

Hóquei de Grândola na 2.ª Divisão Nacional:
Os atletas são a essência do sucesso deste clube

O Hóquei Clube Patinagem de Grândola tem três anos de atividade e já projetou a sua equipa sénior para o Campeonato Nacional da 2.ª Divisão.

O Hóquei de Grândola formou-se em julho de 2009, com origem na extinta secção de hóquei em patins do Clube Recreativo O Grandolense. Um projeto jovem, dinâmico, que concentrou todas as energias no crescimento da patinagem da Vila Morena.
Uma equipa de seniores já promovida à 2.ª Divisão Nacional, que vai disputar o título nacional depois de ter chegado a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Uma base de formação que garante o futuro, e de que é exemplo a equipa de infantis que participa no campeonato nacional e a patinagem artística em franco crescimento e valorização. O rosto mais visível deste projeto é o presidente do clube, Paulo Cesário, que revela aqui as bases de tanto sucesso.

Uma época de excelência no terceiro ano de atividade do clube?São três anos de existência deste clube, mas são três longos anos, porque os nossos atletas já praticavam a modalidade. A direção que fundou este clube acreditou que eles tinham capacidade de ir mais além. Identificámos as falhas que teriam que ser corrigidas para que eles conseguissem atingir o patamar que atingiram e o resultado tem sido feito por eles, com grande orgulho nosso, porque lhes provamos que tinham capacidade de chegar onde pensavam que não conseguiam.

Além disso existiram outros fatores determinantes para este sucesso?Sobretudo o facto de eles terem ganho confiança, de terem acreditado no seu valor e também a vinda de um novo treinador que trouxe um novo modelo de jogo, uma nova forma de trabalhar que dinamizou a força de vontade e as qualidades dos jogadores, adaptando-as ao hóquei que se pratica atualmente.

A experiência que vinha do passado, um novo ciclo e um novo técnico?A vinda de Nelson Mateus, o atual treinador, foi um fator determinante para este novo ciclo. O Nelson tem uma longa experiência, esteve em vários clubes onde adquiriu esse conhecimento, tinha uma visão diferente e já conhecia estes jogadores, pelo que soube pegar neles e levá-los onde achava que eles conseguiam ir. Aconteceu assim porque todos nós também acreditámos.

Valeu a pena ter fundado este clube em claro rompimento com o passado?Valeu, porque quando criámos este clube existiam em Grândola 30 atletas nas modalidades de hóquei em patins e patinagem artística e, neste momento, estamos com 170. Não estamos em conflito com o passado, estamos aqui pela valorização da modalidade e pelo crescimento do número de praticantes na nossa terra.

O hóquei em patins é agora a modalidade mais emblemática no concelho?Talvez, devido aos resultados dos seniores, aos resultados também que os infantis atingiram, que estão a disputar o campeonato nacional pelo segundo ano consecutivo e os mais pequenos vão retendo estes exemplos. Depois temos sempre uma boa assistência no pavilhão, seja em que jogo for, existe muito calor humano à volta das nossas equipas e isto vai contagiando a população que acaba nos ser recorrente no seu apoio.

Na 2.ª Divisão as exigências serão a um nível mais elevado...Já estamos a trabalhar no planeamento da próxima época, não será fácil, mas queremos, pelo menos, ir conhecer a 2.ª Divisão e lutarmos pela manutenção. Esse será o objetivo inicial porque não conhecemos esse patamar competitivo, a qualidade e o ritmo de jogo são diferentes, temos que trabalhar ainda mais e com a vontade que vejo nos atletas acredito que vamos assegurara a manutenção.

O clube tem uma boa retaguarda de formação?Temos um bom nível de atletas, alguns que nem estão a competir porque têm compromissos académicos que os impedem de treinar com frequência, e temos nas camadas jovens uma afluência enorme, o que será o mais importante para dar continuidade a este projeto de crescimento do clube.

A atividade do clube não se esgota no hóquei em patins, existe ainda a patinagem artística. Com bons resultados?Conquistámos três segundos lugares na disciplina de figuras obrigatórias nos campeonatos distritais e temos quatro atletas que vão aos nacionais em Baguim, na região do Porto.

O clube está na crista da onda...Penso que sim, mas temos que ser humildes, não queremos voos muito altos para as quedas não serem grandes, vamos fazendo um trabalho consistente, devagarinho, evitando percalços e mantendo os nossos atletas, porque são eles os intérpretes principais do sucesso deste clube

Fonte:
Diario do Alentejo
Texto e foto Firmino Paixão

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